Constipação intestinal: causas, sintomas e como aliviar
A constipação intestinal, também conhecida como prisão de ventre, é um problema que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Apesar de parecer algo simples, a dificuldade para evacuar pode trazer desconforto, dor e até prejudicar a qualidade de vida.
Embora possa ocorrer em qualquer fase da vida, é mais comum entre mulheres e idosos e geralmente está associada a hábitos alimentares inadequados, baixo consumo de água e vida sedentária. Em alguns casos, porém, pode estar relacionada a condições médicas que exigem atenção.
Neste texto, você vai entender o que é a constipação intestinal, por que ela acontece, quais são os sintomas mais comuns e, principalmente, como aliviar e prevenir o problema com medidas práticas e eficazes.
O que é constipação intestinal
A constipação intestinal é caracterizada pela redução na frequência das evacuações, geralmente com fezes ressecadas, endurecidas e de difícil eliminação.
Embora o ritmo intestinal varie de pessoa para pessoa, costuma-se considerar constipação quando a evacuação ocorre menos de três vezes por semana e vem acompanhada de esforço excessivo ou sensação de evacuação incompleta.¹
Além do desconforto físico, o problema pode causar inchaço abdominal, gases e irritabilidade, afetando o bem-estar geral.
Principais causas da constipação intestinal
As causas da constipação podem ser diversas e, muitas vezes, combinadas. No entanto, a maioria dos casos está relacionada a hábitos de vida e alimentação. A seguir, conheça os fatores mais comuns.
1. Baixo consumo de fibras
As fibras são essenciais para o bom funcionamento intestinal, pois aumentam o volume das fezes e facilitam sua eliminação.
Quando a dieta é pobre em alimentos como frutas, verduras, legumes e cereais integrais, o trânsito intestinal tende a ficar mais lento.
2. Falta de hidratação
Beber pouca água é outro fator decisivo. As fibras precisam de líquidos para atuar corretamente; sem hidratação suficiente, as fezes ficam mais secas e difíceis de eliminar.
3. Sedentarismo
O movimento corporal estimula o funcionamento do intestino. Por isso, a falta de atividade física reduz os estímulos naturais da musculatura intestinal, favorecendo a constipação.
4. Uso de medicamentos
Alguns medicamentos podem alterar o ritmo intestinal, como antidepressivos, analgésicos opioides, antiácidos com alumínio e suplementos de ferro.²
Em caso de constipação persistente, o ideal é conversar com um médico para avaliar alternativas ou ajustes.
5. Alterações hormonais e condições médicas
Mudanças hormonais, como as que ocorrem durante a menstruação, gravidez ou menopausa, podem interferir no funcionamento intestinal.
Além disso, condições como hipotireoidismo, diabetes e síndrome do intestino irritável também podem causar ou agravar a constipação.
Sintomas da constipação intestinal

Os sintomas podem variar de intensidade, mas geralmente incluem:
- Evacuação com frequência menor que três vezes por semana;
- Fezes duras, ressecadas ou fragmentadas;
- Esforço ou dor ao evacuar;
- Sensação de evacuação incompleta;
- Desconforto ou dor abdominal;
- Inchaço e excesso de gases.
Em casos prolongados, a constipação pode causar hemorroidas, fissuras anais e até impactação fecal, uma complicação mais grave que exige atendimento médico.
Diferença entre constipação ocasional e crônica
Nem toda prisão de ventre indica um problema persistente. A constipação ocasional é comum e geralmente está relacionada a mudanças temporárias na rotina, como viagens, alterações na alimentação ou estresse.
Já a constipação crônica é aquela que persiste por várias semanas ou meses e interfere de forma significativa no bem-estar. Nesse caso, é fundamental buscar orientação médica para identificar a causa e definir o tratamento mais adequado.³
Como aliviar a constipação intestinal
Felizmente, na maioria das vezes, é possível aliviar a constipação intestinal com mudanças simples no estilo de vida. Veja algumas estratégias práticas que ajudam a regular o funcionamento do intestino.
1. Aumente o consumo de fibras
Inclua diariamente frutas, legumes, verduras e grãos integrais na alimentação.
Boas fontes de fibras são: mamão, laranja, aveia, chia, linhaça, feijão, lentilha, brócolis e abobrinha.
É importante lembrar que o aumento de fibras deve ser gradual e acompanhado de boa hidratação, para evitar o efeito contrário.
2. Beba bastante água
A ingestão adequada de líquidos é essencial. O ideal é consumir de 1,5 a 2 litros de água por dia, ajustando conforme a necessidade individual e o clima.
Sucos naturais e chás também podem contribuir para a hidratação, mas a água pura deve ser a principal fonte.
3. Pratique atividade física
Caminhadas, alongamentos e exercícios aeróbicos estimulam os movimentos intestinais e ajudam a reduzir o estresse, que também pode afetar o sistema digestivo.
Apenas 30 minutos diários de movimento já fazem diferença na regulação intestinal.
4. Crie uma rotina intestinal
Estabelecer um horário regular para ir ao banheiro ajuda o corpo a criar um padrão natural de evacuação.
Evite reprimir a vontade de evacuar — isso pode piorar a constipação e tornar o intestino “preguiçoso” com o tempo.
5. Alimente-se com calma
Mastigar bem os alimentos e fazer refeições sem pressa melhora a digestão e facilita o trabalho do intestino.
Além disso, evite o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, fast food e bebidas alcoólicas, que podem prejudicar o trânsito intestinal.
Remédios para constipação: quando usar

Em alguns casos, o uso de laxantes ou suplementos de fibras pode ser indicado, mas sempre com orientação médica.
O uso frequente e sem acompanhamento pode causar dependência intestinal e piorar o problema a longo prazo.
Os tipos mais comuns incluem:
- Laxantes formadores de bolo fecal (à base de fibras, como psyllium);
- Laxantes osmóticos, que aumentam a quantidade de água no intestino;
- Laxantes lubrificantes, que facilitam a passagem das fezes.
Nunca se automedique. O ideal é que o profissional de saúde avalie a causa da constipação antes de indicar qualquer medicamento.⁴
Quando procurar um médico
É importante buscar atendimento médico quando:
- A constipação dura mais de duas semanas;
- Há sangue nas fezes ou dor intensa;
- Ocorre perda de peso inexplicável;
- Ou há histórico familiar de doenças intestinais graves.
Esses sinais podem indicar condições que exigem avaliação detalhada, como síndrome do intestino irritável, pólipos ou obstruções intestinais.
Dicas extras para manter o intestino saudável
Além das mudanças na alimentação e no estilo de vida, algumas medidas simples ajudam na saúde intestinal a longo prazo:
- Consuma probióticos, como iogurtes e kefir, que equilibram a flora intestinal;
- Inclua prebióticos, como banana, alho e cebola, que alimentam as boas bactérias do intestino;
- Priorize refeições ricas em vegetais e naturais;
- E, acima de tudo, ouça o seu corpo — o intestino responde diretamente aos hábitos diários.
Manter um intestino equilibrado é essencial não apenas para o conforto físico, mas também para o bom funcionamento do sistema imunológico e emocional, já que o intestino é conhecido como o “segundo cérebro” do corpo humano.⁵
Conclusão
A constipação intestinal é um problema comum, mas pode ser evitada e controlada com mudanças simples de rotina. Uma dieta rica em fibras, boa hidratação, prática regular de exercícios e atenção aos sinais do corpo são as chaves para manter o intestino funcionando bem.
Em casos persistentes, não hesite em procurar orientação médica — identificar a causa é o primeiro passo para o tratamento eficaz.
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Fontes
- Sociedade Brasileira de Coloproctologia – Constipação intestinal: diagnóstico e tratamento.
- Ministério da Saúde – Guia alimentar para a população brasileira.
- American College of Gastroenterology – Chronic Constipation Guidelines.
- Mayo Clinic – Constipation: Causes, Symptoms and Treatment.
- Harvard Health Publishing – The gut-brain connection.
