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Constipação intestinal: causas, sintomas e como aliviar

7 minutos de leitura

A constipação intestinal, também conhecida como prisão de ventre, é um problema que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Apesar de parecer algo simples, a dificuldade para evacuar pode trazer desconforto, dor e até prejudicar a qualidade de vida.

Embora possa ocorrer em qualquer fase da vida, é mais comum entre mulheres e idosos e geralmente está associada a hábitos alimentares inadequados, baixo consumo de água e vida sedentária. Em alguns casos, porém, pode estar relacionada a condições médicas que exigem atenção.

Neste texto, você vai entender o que é a constipação intestinal, por que ela acontece, quais são os sintomas mais comuns e, principalmente, como aliviar e prevenir o problema com medidas práticas e eficazes.

O que é constipação intestinal

A constipação intestinal é caracterizada pela redução na frequência das evacuações, geralmente com fezes ressecadas, endurecidas e de difícil eliminação.

Embora o ritmo intestinal varie de pessoa para pessoa, costuma-se considerar constipação quando a evacuação ocorre menos de três vezes por semana e vem acompanhada de esforço excessivo ou sensação de evacuação incompleta

Além do desconforto físico, o problema pode causar inchaço abdominal, gases e irritabilidade, afetando o bem-estar geral.

Principais causas da constipação intestinal

As causas da constipação podem ser diversas e, muitas vezes, combinadas. No entanto, a maioria dos casos está relacionada a hábitos de vida e alimentação. A seguir, conheça os fatores mais comuns.

1. Baixo consumo de fibras

As fibras são essenciais para o bom funcionamento intestinal, pois aumentam o volume das fezes e facilitam sua eliminação.
Quando a dieta é pobre em alimentos como frutas, verduras, legumes e cereais integrais, o trânsito intestinal tende a ficar mais lento.

2. Falta de hidratação

Beber pouca água é outro fator decisivo. As fibras precisam de líquidos para atuar corretamente; sem hidratação suficiente, as fezes ficam mais secas e difíceis de eliminar.

3. Sedentarismo

O movimento corporal estimula o funcionamento do intestino. Por isso, a falta de atividade física reduz os estímulos naturais da musculatura intestinal, favorecendo a constipação.

4. Uso de medicamentos

Alguns medicamentos podem alterar o ritmo intestinal, como antidepressivos, analgésicos opioides, antiácidos com alumínio e suplementos de ferro
Em caso de constipação persistente, o ideal é conversar com um médico para avaliar alternativas ou ajustes.

5. Alterações hormonais e condições médicas

Mudanças hormonais, como as que ocorrem durante a menstruação, gravidez ou menopausa, podem interferir no funcionamento intestinal.
Além disso, condições como hipotireoidismo, diabetes e síndrome do intestino irritável também podem causar ou agravar a constipação.

Sintomas da constipação intestinal

Fonte da imagem: Canva.

Os sintomas podem variar de intensidade, mas geralmente incluem:

  • Evacuação com frequência menor que três vezes por semana;
  • Fezes duras, ressecadas ou fragmentadas;
  • Esforço ou dor ao evacuar;
  • Sensação de evacuação incompleta;
  • Desconforto ou dor abdominal;
  • Inchaço e excesso de gases.

Em casos prolongados, a constipação pode causar hemorroidas, fissuras anais e até impactação fecal, uma complicação mais grave que exige atendimento médico.

Diferença entre constipação ocasional e crônica

Nem toda prisão de ventre indica um problema persistente. A constipação ocasional é comum e geralmente está relacionada a mudanças temporárias na rotina, como viagens, alterações na alimentação ou estresse.

Já a constipação crônica é aquela que persiste por várias semanas ou meses e interfere de forma significativa no bem-estar. Nesse caso, é fundamental buscar orientação médica para identificar a causa e definir o tratamento mais adequado.³

Como aliviar a constipação intestinal

Felizmente, na maioria das vezes, é possível aliviar a constipação intestinal com mudanças simples no estilo de vida. Veja algumas estratégias práticas que ajudam a regular o funcionamento do intestino.

1. Aumente o consumo de fibras

Inclua diariamente frutas, legumes, verduras e grãos integrais na alimentação.
Boas fontes de fibras são: mamão, laranja, aveia, chia, linhaça, feijão, lentilha, brócolis e abobrinha.
É importante lembrar que o aumento de fibras deve ser gradual e acompanhado de boa hidratação, para evitar o efeito contrário.

2. Beba bastante água

A ingestão adequada de líquidos é essencial. O ideal é consumir de 1,5 a 2 litros de água por dia, ajustando conforme a necessidade individual e o clima.
Sucos naturais e chás também podem contribuir para a hidratação, mas a água pura deve ser a principal fonte.

3. Pratique atividade física

Caminhadas, alongamentos e exercícios aeróbicos estimulam os movimentos intestinais e ajudam a reduzir o estresse, que também pode afetar o sistema digestivo.
Apenas 30 minutos diários de movimento já fazem diferença na regulação intestinal.

4. Crie uma rotina intestinal

Estabelecer um horário regular para ir ao banheiro ajuda o corpo a criar um padrão natural de evacuação.
Evite reprimir a vontade de evacuar — isso pode piorar a constipação e tornar o intestino “preguiçoso” com o tempo.

5. Alimente-se com calma

Mastigar bem os alimentos e fazer refeições sem pressa melhora a digestão e facilita o trabalho do intestino.
Além disso, evite o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, fast food e bebidas alcoólicas, que podem prejudicar o trânsito intestinal.

Remédios para constipação: quando usar

Fonte da imagem: Canva.

Em alguns casos, o uso de laxantes ou suplementos de fibras pode ser indicado, mas sempre com orientação médica.
O uso frequente e sem acompanhamento pode causar dependência intestinal e piorar o problema a longo prazo.

Os tipos mais comuns incluem:

  • Laxantes formadores de bolo fecal (à base de fibras, como psyllium);
  • Laxantes osmóticos, que aumentam a quantidade de água no intestino;
  • Laxantes lubrificantes, que facilitam a passagem das fezes.

Nunca se automedique. O ideal é que o profissional de saúde avalie a causa da constipação antes de indicar qualquer medicamento.⁴

Quando procurar um médico

É importante buscar atendimento médico quando:

  • A constipação dura mais de duas semanas;
  • sangue nas fezes ou dor intensa;
  • Ocorre perda de peso inexplicável;
  • Ou há histórico familiar de doenças intestinais graves.

Esses sinais podem indicar condições que exigem avaliação detalhada, como síndrome do intestino irritável, pólipos ou obstruções intestinais.

Dicas extras para manter o intestino saudável

Além das mudanças na alimentação e no estilo de vida, algumas medidas simples ajudam na saúde intestinal a longo prazo:

  • Consuma probióticos, como iogurtes e kefir, que equilibram a flora intestinal;
  • Inclua prebióticos, como banana, alho e cebola, que alimentam as boas bactérias do intestino;
  • Priorize refeições ricas em vegetais e naturais;
  • E, acima de tudo, ouça o seu corpo — o intestino responde diretamente aos hábitos diários.

Manter um intestino equilibrado é essencial não apenas para o conforto físico, mas também para o bom funcionamento do sistema imunológico e emocional, já que o intestino é conhecido como o “segundo cérebro” do corpo humano.⁵

Conclusão

A constipação intestinal é um problema comum, mas pode ser evitada e controlada com mudanças simples de rotina. Uma dieta rica em fibras, boa hidratação, prática regular de exercícios e atenção aos sinais do corpo são as chaves para manter o intestino funcionando bem.

Em casos persistentes, não hesite em procurar orientação médica — identificar a causa é o primeiro passo para o tratamento eficaz.

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Fontes

  1. Sociedade Brasileira de Coloproctologia – Constipação intestinal: diagnóstico e tratamento.
  2. Ministério da Saúde – Guia alimentar para a população brasileira.
  3. American College of Gastroenterology – Chronic Constipation Guidelines.
  4. Mayo Clinic – Constipation: Causes, Symptoms and Treatment.
  5. Harvard Health Publishing – The gut-brain connection.