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Deficiência de Vitamina B12: sintomas, causas e como prevenir

7 minutos de leitura

A deficiência de vitamina B12 é mais comum do que parece. Embora muitas pessoas associem a vitamina apenas à energia física, ela desempenha funções essenciais no corpo, como a formação de glóbulos vermelhos, o funcionamento adequado do sistema nervoso e o metabolismo de proteínas. Por isso, quando o organismo não recebe quantidades suficientes dessa vitamina, uma série de sintomas pode surgir, muitas vezes de forma silenciosa. Além disso, como esses sinais costumam ser confundidos com outras condições, o diagnóstico costuma atrasar.

Assim, entender como a deficiência de vitamina B12 ocorre, por que ela afeta tantas pessoas e quais medidas podem ajudar na prevenção é fundamental. Além disso, informações confiáveis permitem que se identifiquem sinais precoces e se busque orientação profissional com mais rapidez.

Neste blogpost, vamos aprofundar as causas, sintomas, grupos de risco e estratégias de prevenção da deficiência de vitamina B12, além de destacar por que esse tema tem ganhado cada vez mais atenção no campo da saúde e da nutrição.

O que é a vitamina B12 e por que ela é tão importante?

A vitamina B12, também conhecida como cobalamina, é uma vitamina essencial e hidrossolúvel. Isso significa que o corpo não a produz por conta própria e, portanto, precisa obtê-la exclusivamente pela alimentação ou suplementação. Além disso, ela participa de processos vitais, como¹:

  • formação dos glóbulos vermelhos;
  • manutenção da bainha de mielina, que reveste e protege os nervos;
  • produção de DNA e divisão celular;
  • funcionamento adequado do metabolismo.

Por isso, quando ocorre deficiência, vários sistemas do corpo são impactados ao mesmo tempo. Embora o organismo consiga armazenar B12 no fígado por alguns anos, esses estoques podem se esgotar lentamente, o que torna a deficiência ainda mais difícil de detectar nos estágios iniciais.

Como a deficiência de vitamina B12 acontece?

A deficiência de vitamina B12 pode ocorrer por diferentes razões. No entanto, duas causas se destacam: baixa ingestão e baixa absorção. Além disso, existem condições clínicas que aumentam a vulnerabilidade do indivíduo.

1. Baixa ingestão alimentar

Como a vitamina B12 está presente principalmente em alimentos de origem animal, como carnes, ovos, leite e derivados, pessoas que seguem dietas veganas ou vegetarianas restritas correm maior risco. Além disso, indivíduos que consomem pouca proteína animal por questões culturais, preferências alimentares ou dificuldade financeira também podem apresentar níveis baixos.

2. Dificuldade de absorção

Mesmo que a pessoa ingira alimentos ricos em vitamina B12, o corpo pode ter dificuldade para absorvê-la. Isso acontece, por exemplo:

  • em pessoas com gastrite crônica;
  • em pessoas com baixa produção de ácido estomacal (muito comum após os 60 anos);
  • após cirurgias bariátricas;
  • em indivíduos com doença celíaca ou doença de Crohn;
  • no uso prolongado de medicamentos como omeprazol e metformina.

Além disso, existe a anemia perniciosa, uma condição autoimune que impede o corpo de produzir o fator intrínseco, proteína essencial para a absorção da B12.

Fonte: Canva

Sintomas da deficiência de vitamina B12: o que observar

A deficiência de vitamina B12 pode gerar sintomas físicos, cognitivos e emocionais. Entretanto, como esses sinais surgem gradualmente, muitas pessoas não associam o quadro à falta da vitamina².

Entre os sintomas mais comuns estão:

  • cansaço constante;
  • palidez;
  • formigamento nas mãos e nos pés;
  • falta de ar;
  • tonturas;
  • fraqueza muscular;
  • dificuldade de concentração;
  • perda de memória recente;
  • alterações de humor, irritabilidade ou sintomas parecidos com depressão;
  • língua dolorida ou avermelhada;
  • diminuição do apetite.

Além disso, quando a deficiência se prolonga, pode ocorrer dano neurológico. Por isso, quanto mais cedo a condição for identificada, melhor o prognóstico.

Quem corre maior risco de desenvolver deficiência de vitamina B12?

Algumas pessoas apresentam risco elevado pela própria condição biológica ou estilo de vida. Entre os grupos mais vulneráveis estão:

  • veganos e vegetarianos restritos, devido à baixa ingestão de alimentos de origem animal;
  • pessoas acima de 60 anos, já que a absorção intestinal tende a diminuir com a idade;
  • gestantes, porque a demanda nutricional aumenta significativamente;
  • pessoas que fizeram cirurgia bariátrica;
  • indivíduos que utilizam medicamentos que interferem na absorção;
  • pessoas com doenças gastrointestinais crônicas.

Além disso, indivíduos com histórico familiar de anemia perniciosa também devem ficar atentos.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é relativamente simples, mas deve ser solicitado por um profissional. O médico normalmente pede exames de sangue para avaliar²:

  • níveis séricos de vitamina B12;
  • hemograma completo;
  • níveis de ácido metilmalônico (quando há dúvida);
  • homocisteína (que sobe quando há deficiência).

Além disso, o médico pode investigar sintomas neurológicos e histórico alimentar. Como a deficiência pode coexistir com outras condições, o diagnóstico integrado é essencial.

Como tratar a deficiência de vitamina B12?

O tratamento depende da causa e do nível de deficiência. No entanto, o mais comum é que o profissional recomende³:

  • suplementação oral, quando o problema é a baixa ingestão;
  • injeções intramusculares, quando há dificuldade de absorção;
  • ajustes alimentares, para recuperar os níveis naturalmente.

Além disso, quando a causa envolve medicamentos ou doenças gastrointestinais, pode ser necessário ajustar o tratamento da condição de base.

Fonte: Canva

Alimentos ricos em vitamina B12

Entre os alimentos mais ricos em vitamina B12 estão:

  • fígado bovino;
  • carnes vermelhas;
  • ovos;
  • queijo;
  • leite;
  • peixes como salmão, sardinha e atum;
  • frutos do mar, como ostras e mariscos.

Entretanto, como o risco de deficiência é alto entre pessoas que não consomem alimentos de origem animal, muitas vezes a suplementação é indispensável.

Como prevenir a deficiência de vitamina B12?

A prevenção é simples, embora exija constância. A melhor maneira de manter níveis adequados é por meio de:

  1. Alimentação equilibrada
    Consumir fontes naturais de vitamina B12 regularmente.
  2. Suplementação quando indicada
    Veganos, idosos e pessoas em uso contínuo de certos medicamentos devem avaliar, junto ao médico, o uso de suplementos.
  3. Acompanhamento médico periódico
    Exames anuais ajudam a identificar quedas de níveis antes que os sintomas apareçam.

Além disso, mudanças na rotina alimentar e atenção aos sinais do corpo podem fazer uma enorme diferença a longo prazo.

Conclusão

A deficiência de vitamina B12 é uma condição comum, mas muitas vezes ignorada. Além disso, como seus sintomas podem ser confundidos com estresse, depressão ou apenas cansaço, ela frequentemente passa despercebida por anos. Portanto, manter um olhar atento para a alimentação, para os fatores de risco e para os sinais do corpo é fundamental.

Assim, ao compreender as causas, identificar os sintomas e adotar estratégias de prevenção, é possível proteger a saúde neurológica, cognitiva e metabólica. Além disso, a busca por acompanhamento profissional é sempre o caminho mais seguro — tanto para confirmar a deficiência quanto para iniciar o tratamento mais adequado.

Continue navegando pelo Blog para ver mais dicas para sua saúde e bem-estar!

Referências:

1- Eisntein.br – acesso em 14/11/2025

2- NIH – acesso em 14/11/2025

3- NAV – acesso em 14/11/2025